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Franciele Caleffi - Nutricionista

Anemia Ferropriva - Sintomas, cuidados e alimentação

Anemia Ferropriva - Sintomas, cuidados e alimentação

A anemia é definida pela Organização Mundial da Saúde como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina no sangue está abaixo do normal, como resultado da carência de um ou mais nutrientes. Pode ser causada por deficiência de Ferro, Zinco, Vitamina B12 e Proteínas.

Entre elas, a Anemia Ferropriva que é a anemia por deficiência de ferro, é o tipo mais comum  e estima-se que 50% das anemias são ferropriva.

A deficiência de ferro prejudica a síntese de hemoglobina, dificulta a produção de hemácias e afeta o transporte de oxigênio no sangue. Assim são produzidas células microcíticas, que são células sanguíneas menores e hipocromadas. 

Alguns sintomas dessa anemia são: cansaço frequente, palidez da pele, falta de ar, intolerância ao exercício, taquicardia, unhas bem fracas e escamadas, queda de cabelo. E as consequências podem levar a deficiência cognitiva, diminuição do desempenho físico, aumento da mortalidade materna e infantil, prejuízos no desenvolvimento neurológico e psicomotor das crianças compormetendo até mesmo o aprendizado, baixa produtividade em adultos, diminuição da imunidade celular, diminuição da resistência à infecções.

Se você sente algum ou aguns desses sintomas frequentemente é importante buscar um médico para diagnóstico e um nutricionista para elaborar um plano alimentar que supra as necessidades nutricionais, e suplementar os nutrientes que se fizer necessário.

Na alimentação temos diversos alimentos fonte de ferro, de origem animal e vegetal, mas há diferença nos tipos de ferro encontrado nesses alimentos. Há dois tipos de ferro disponível: o ferro férrico (ferro heme) e o ferro ferroso (ferro heme). Vou apresentar melhor a diferença entre eles:

Ferro férrico, ferro não heme, ferro inorgânico ou Fe+++
Esse é um ferro não ativo, que precisa sofrer processo de redução, por agentes redutores como por exemplo a vitamina C, para tornar-se ativo e ser absorvido no enterócito (célula do intestino). Vocês já devem ter ouvido a história que "no dia que tem feijão precisa ter laranja ou suco de laranja", não é mesmo? Agora, sabem que é uma verdade e sabem também o motivo.  
100% do ferro dos vegetais é ferro férrico, inorgânico.
60% do ferro das carnes é ferro férrico, inorgânico.
2 a 20% do ferro férrico é absorvido, pois é um ferro muito sensível e sofre influência de oxalatos (muito presente em vegetais), filatos, compostos alcalinos, fibras e outros nutrientes como cálcio e zinco.

O ferro férrico está presente principalmente nos vegetais verde escuros, nas leguminosas como o feijão, lentilha, ervilha, nos grãos integrais, nas nozes, amêndoas, castanha de caju, no ovo.

Ferro ferroso, ferro heme, ferro orgânico, Fe ++
Esse é o ferro na sua forma ativa, pronto para ser absorvido, se ligar a homoglobina e fazer o transporte de oxigênio no corpo. 
40% do ferro das carnes é ferro ferroso, orgânico, e 10 a 40% do ferro ferroso é absorvido.

O ferro ferroso está presente  nas carnes vermelhas, fígado, vísceras, aves, peixes, mariscos. 

Consumir alimentos fontes de ferro com alimentos fonte de Vitamina C aumenta a absorção do ferro não heme e facilita a redução do ferro férrico em ferroso. E, consumir alimentos fonte de ferro com alimentos fonte de Vitamina A, aumenta a mobilização do ferro nas reservas, aumantando sua utilização. 

Na anemia ferropriva é muito importante ter diversas fontes de ferro em todas as refeições, fontes de ferro heme (carnes, fígado, víceras...) e não heme (ovos, feijão, espinafre...), assim como fontes de vitamina C (frutas cítricas) e vitamina A (fígado, gema de ovo, vegetais alaranjados e verde escuros) para melhorar a absorção do ferro e sua disponibilidade no organismo. É uma doença que exige cuidado alimentar, e todos os alimentos fonte são essenciais.

Outros cuidado que deve tomar é com relação aos nutrientes que reduzem a absorção de ferro, que são principalmente: cálcio, zinco, filatos, compostos alcalinos (antiácidos), proteína do leite, albumina, gema de ovo, proteína da soja, fibras, oxalatos e polifenóis. 

No dia a dia, podemos priorizar algumas refeições como almoço, jantar e algum lanche para potencializar o consumo de alimentos fonte de ferro e tomar cuidado com alimentos fonte dos nutrientes que reduzem sua absorção. E deixar alimentos fonte de cálcio, por exemplo, para um café da manhã. Mas todo esse planejamento alimentar será melhor avaliado e conduzido, individualmente, junto com um nutricionista. 

Para falarmos mais desse tema, deixe suas dúvidas nos comentários e farei mais posts relacionados com a anemia. 

Publicado por Franciele Caleffi às 14h, 02 de outubro de 2018

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