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Franciele Caleffi - Nutricionista

Fome aumenta no mundo e afeta 821 milhões de pessoas, sobretudo na América do Sul e África.

Fome aumenta no mundo e afeta 821 milhões de pessoas, sobretudo na América do Sul e África.

Pelo terceiro ano consecutivo, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) registrou um aumento no número de pessoas passando fome no mundo, que subiu de 815 milhões de indivíduos, em 2016, para quase 821 milhões em 2017.

Na América Latina e no Caribe, são 39,3 milhões de pessoas que vivem subalimentadas, valor que representa um crescimento de 400 mil.

Pertence a América Latina os países do continente americano que foram colonizados por países europeus de idiomas latinos (português, espanhol, francês), como o Brasil.

O relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2018 revela que, em 2017, UMA em cada NOVE pessoas no planeta foi vítima da fome.

Além dos conflitos armados e das crises econômicas, as variações do clima e fenômenos naturais extremos, como secas e enchentes, foram as principais causas do avanço da subnutrição.

A fome avançou na América do Sul e na maioria das regiões da África, ao passo que os índices de subalimentação da Ásia, embora continuem a diminuir, apresentaram uma desaceleração no ritmo de queda.

Desnutrição aguda e crônica em crianças latino-americanas
Apesar dos desafios, a América Latina e o Caribe possuem uma taxa muito baixa de desnutrição aguda em crianças, 1,3%, o equivalente a 700 mil meninos e meninas com menos de cinco anos de idade, o que equivale a uma em cada cem crianças. A proporção está abaixo da média global de 7,5%. 

A desnutrição crônica também diminuiu na região, caindo de 11,4% em 2012 para 9,6% em 2017. Mas o fenômeno ainda afeta 5,1 milhões de crianças com menos de cinco anos.

Obesidade afeta 25% dos latino-americanos e caribenhos
O relatório da FAO também avalia outra faceta dos problemas de nutrição — a obesidade. Praticamente um em cada quatro habitantes da América Latina e Caribe são considerados obesos — em 2016, a condição de saúde afetava 24,1% da população regional, um aumento de 2,4% desde 2012.

Em 2016, havia 104,7 milhões de adultos com obesidade em nossa região. Mas houve um aumento gigantesco, de mais de 16 milhões, em apenas quatro anos. É uma epidemia que, apesar das repetidas advertências da FAO e da OPAS/OMS (a Organização Pan-Americana da Saúde, escritório regional da OMS), continua descontrolada, com enormes efeitos na saúde das pessoas e na economia dos países”, alertou Berdegué, representante da FAO para a América Latina e o Caribe.

A América Latina e o Caribe têm o segundo maior percentual de crianças com excesso de peso no mundo (7,3%) — são 3,9 milhões de meninas e meninos com sobrepeso.

A obesidade em adultos também está piorando em nível mundial: 672 milhões de pessoas são obesas, o que equivale a mais de uma em cada oito indivíduos.

Fonte: ONU Brasil e Conselho Federal de Nutricionistas, em <cfn.org.br>.

Publicado por Franciele Caleffi às 9h, 20 de fevereiro de 2019

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