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Franciele Caleffi - Nutricionista

Intolerância à proteína do leite - Entenda qual é a diferença entre a intolerância à proteína do leite, intolerância à lactose e alergia à proteína do leite.

Intolerância à proteína do leite - Entenda qual é a diferença entre a intolerância à proteína do leite, intolerância à lactose e alergia à proteína do leite.

Vamos falar sobre esse assunto em perguntas e respostas para esclarecer melhor. 

Primeiro, o que é uma intolerância alimentar?
A intolerância é um processo que se adquire com o tempo e está intimamente ligada ao processo de irritação e inflamação da mucosa intestinal provocada por proteínas de alimentos, aumentando a permeabilidade intestinal à macromoléculas. Ou seja, simplificando, permite que moléculas grandes de proteínas, não digeridas, passem do intestino para corrente sanguínea. Essas macromoléculas entram na circulação, são neutralizadas por anticorpos IgG – que formam imunocomplexos, e, se não forem destruídos por macrófagos, ficam na circulação e são depositados nos tecidos, por um processo de homologia estrutural, levando a processos inflamatórios. Atualmente a literatura descreve mais de 150 destes processos, por isto chamamos de intolerância, alergia tardia, hipersensibilidade e incompatibilidade.
A intolerância alimentar pode gerar sintomas momentâneos ou até 3 dias depois do consumo do alimento, por isso ás vezes é difícil identificar qual alimento está causando intolerância ou incompatibilidade. 

No caso da intolerância alimentar aos lácteos, o organismo não aceita e não consegue digerir as PROTEÍNAS contidas no leite de vaca, levando a reação imuno mediada por IgG e inflamação.
Quando a fração protéica do leite, principalmente a caseína, chega no intestino, inflama a mucosa intestinal e provoca um aumento da permeabilidade dessa molécula de leite, do intestino para corrente sanguínea. Ao entrar na corrente sanguínea, essas moléculas são neutralizadas por anticorpos IgG e se não forem destruídos por macrófagos, ficam na circulação e são depositados nos tecidos, levando a processo inflamatório crônico, a sensação é como se o nosso corpo apresentasse regiões em chamas.

Quais os principais sintomas de intolerância à proteína do leite?
Na intolerância alimentar os sintomas geralmente são mais tardios, pode acontecer até dois a três dias depois do consumo, e podem variar para cada pessoa dependendo do grau de intolerância e sensibilidade ao alimento. Normalmente os sintomas envolvem cansaço, desatenção, cólicas, enxaquecas, tontura, náuseas, aftas, prisão de ventre, arritimia cárdiaca, conjuntivite, inchaço pelo corpo, dores abdominais, dores articulares, psoríase, acne, diarréia, variando para cada pessoa.

Qual a diferença entre intolerância à PROTEINA DO LEITE e intolerância à LACTOSE?
A intolerância à proteína do leite, também chamada de hipersensibilidade ou incompatibilidade, como já vimos, é um processo imunológico que ocorre quando o corpo não consegue digerir ou metabolizar a molécula de proteína, que então entra na corrente sanguínea e gera um processo imunológico de inflamação.
Já a intolerância à lactose é uma intolerância na digestão do açúcar do leite, a lactose, por falta da enzima que quebra esse açúcar, a enzima lactase. Nesse caso em que a lactose não é digerida e quebrada em galactose e glicose, a molécula inteira da lactose chega ao intestino grosso e junto com a presença de água gera fermentação e produção de alta concentração de gás hidrogênio e metano, levando a diarréia, e parte dos gases hidrogênio e metano são absorvidos na corrente sanguínea causando outras consequências de desconforto e inflamação. Saiba mais sobre a intolerância à lactose aqui.

Qual a diferença entre INTOLERÂNCIA à proteína do leite e ALERGIA à proteína do leite?
A principal diferença é que a intolerância alimentar é mediada pelo anticorpo IgG, enquanto a alergia alimentar clássica é principalmente mediada por IgE. Na alergia alimentar os sintomas são imediatos e alguns traços como contaminação de objetos são suficientes para desencadear a alergia, e geralmente tem reação momentânea de pele e mucosa, como edemas, inchaços, urticárias e outras reações cutâneas. As alergias apresentam testes cutâneos positivos e geralmente tem poucos alimentos relacionados.
A alergia é menos frequente, acomete 1 a 2% dos adultos e 2 a 8% das crianças, já a intolerância está presente em mais de 40% da população mundial.

Em quais alimentos estão a proteína do leite?
A proteína do leite está presente em todos os produtos lácteos: leite, leite em pó, queijos, manteiga, creme de leite, iogurte, nata, leite condensado, soro do leite, whey protein...
Pode estar presente em produtos preparados como chocolate, biscoitos, bolos, milk shakes, sorvete, panquecas, pão, massa de pizza, salgados panificados, produtos fabricados com qualquer fração de lácteo, produtos instantâneos industrializados, carnes processadas, salsichas, embutidos.
Ainda é comum conter fração láctea em cápsulas e comprimidos de medicamentos.
*Observe muito bem a lista de ingredientes no rótulo dos alimentos. 

Como identificar lácteos no rótulo dos alimentos?
Observe se o rótulo do alimento apresenta algum desses ingredientes:
Manteiga, Óleo de manteiga, Caseína, Caseinatos, Caseína de cálcio, Queijo, Creme, Soro de leite desmineralizado, Alfa-lactoglobulina, Beta lactoalbumina, Substituição de gorduras, Leite desnatado, Leite em pó, Leite em pó desnatado, Soro de leite em pó, Proteína do soro do leite.
Se, na embalagem do produto conter a informação “sem lácteos” ou “produto vegano”, quer dizer que o produto não contém lácteos. 

Se eu tenho intolerância ao leite de vaca, eu posso ingerir leite de ovelha ou leite de búfalo ou leite de outro animal?
Algumas pessoas toleram leite de outros animais, no entando, leite de ovelha, cabra e búfalo contém proteínas similares às do leite de vaca, o que pode levar a causa de reações de intolerância similares, assim esses leites devem ser consumidos com cuidados, ou não consumir até o início do tratamento sem lácteos.

Como posso descobrir se sou intolerante a proteína do leite?
Primeiro observe se você apresenta sintomas de intolerância. Se sim, procure um(a) nutricionista que trabalhe com intolerâncias alimentares e converse com ele/ela para investigar e buscar o melhor tratamento. Existe testes de intolerância alimentar como o Food Detective, e outros, que podem ser realizados por nutricionistas no consultórios.

A intolerância alimentar é reversível?
Depende do grau de intolerância de cada pessoa. Se o nível de intolerância é alto e os sintomas persistem por muitos anos, pode ser aconselhado retirar o leite e produtos lácteos da alimentação. Se o grau de intolerância não é tão alto, é preciso avaliar os sinais e sintomas que a pessoa apresenta, e junto com o/a nutricionista fazer o teste de introdução de lácteos após o tempo de tratamento de recuperação da saúde intestinal. 

Se você apresenta sintomas de intolerância, busque um(a) nutricionista que te ajudará investigar e tratar a intolerância. A ingestão frequente de alimentos aos quais você é intolerante pode trazer danos a saúde intestinal, ao organismo, e um estado de inflamação crônica. Fique atento aos sintomas do seu corpo, muitas vezes alguns incômodos persistentes são ocasionados por reações alimentares. Tenha sempre cuidado com seu corpo e sua saúde, afinal, o que é alimento para alguns pode ser veneno para outros, por isso, é importante respeitar nosso corpo, o nosso organismo e os sintomas que ele apresenta.

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Espero ter esclarecido as dúvidas sobre esse assunto, mas se você ainda tem dúvidas, deixe-as nos comentários para eu poder te ajudar e atualizar esse conteúdo com mais informações. 

Aqui no Blog você também vai encontrar muitas dicas e receitas, todas as receitas são sem lácteos e sem lactose. Já ensinei aqui fazer o leite de coco e o leite de amêndoas. E algumas preparações como um bolo de chocolate com cobertura de chocolate totalmente isento de lácteos.
Veja também outras receitas sem lácteos: cookies de chocolate, cupcake de cenoura com cobertura de chocolate, shake de frutas

Para saber mais sobre intolerância à lactose clique aqui.

Publicado por Franciele Caleffi às 10h, 04 de dezembro de 2018

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